Por quê e o que é hipnoterapia?

Por quê utilizar hipnoterapia:

Responderemos o por que utilizar a hipnoterapia à medida que entendermos como podemos aceitar sugestões na mente interior subconsciente. Lembrando que a mente subconsciente é a parte de nós que contêm todos os nossos hábitos, emoções, memória de tudo que vivenciamos, e que é auto protetora e resistente a mudanças:

  • Opção 1 -> é tão importante que se entenda isso: uma ideia ou pensamento que consiga “entrar” na mente subconsciente tornar-se-á uma realidade e vai acontecer o que “entrou”. Isso é mudança de programação e essa mente interior deve responder às novas programações. Detalhando como isso funciona: você toma uma decisão, digamos, para parar de fumar. Você faz a sua escolha no nível consciente de que nada no mundo vai impedi-lo de terminar o hábito de fumar. Sua mente consciente diria: “Isso é maravilhoso e eu apoio você cem por cento, afinal, você vai ficar muito mais saudável”. Mas, para que a mudança aconteça de forma efetiva, você tem que “descer” no seu computador para mudar essa programação. Digamos que você aceita e leva esta informação para sua mente subconsciente: mas aqui está o problema! É que há mais uma parte da mente consciente que não pode ser descrita ainda. Ela é a parte da mente consciente que é uma espécie de empregado ou funcionário, se preferir, do subconsciente. Esse trabalho/função contratada pelo subconsciente para a mente consciente é: parar, colocar em espera com um sinal vermelho qualquer sugestão de mudança diferente da programação existente que entregamos ou recebemos de uma fonte externa. Se a programação é negativa este funcionário vai parar e colocar em espera qualquer sugestão positiva. Então, de uma forma que não entendemos, mas sabemos que acontece, há uma comunicação entre mente subconsciente e esta parte funcionária de nós e que é consciente – a parte empregada que chamaremos de fator crítico do consciente. O fator crítico diz: “Bem, essa pessoa quer parar de fumar, posso deixar esta sugestão entrar?” Agora lembre-se, se essa sugestão entrar na mente interior, ocorrerá exatamente o que foi sugerido. Mas a mente subconsciente diz: “Aguarde um minuto. Ele tem fumado por vinte anos, ele precisa de cigarros para segurança. Não entrará”. Os motivos da mente subconsciente podem ser os mais diversos.  A mente subconsciente poderia completar neste caso “Além disso você percebe que fazem tantos anos de programação e eu simplesmente não me sinto à vontade para mudar nada, não quero fazê-lo. Rejeitarei a sugestão!” Bem, esse é o chefe do fator crítico da mente consciente. Então o fator crítico da consciência rejeita essa sugestão e não chegamos ao acesso necessário a mente interior subconsciente.
  • Opção 2 -> outro caminho para tentar aceitar a nova sugestão é através do poder da vontade que está na consciência. E todos sabemos quanto tempo dura esse poder. Quantas dietas tentamos com insucesso! Quantas vezes tentamos parar de fumar sem conseguir! Quando o podemos, é algo muito persistente, demorado e raro. Opção terapêutica que levaria muito tempo, talvez muitos anos. Consideraremos, portanto, ineficaz.
  • Opção 3 -> a última opção chama-se hipnose. Ela á rápida em seus efeitos e fácil de aplicar. É uma excelente abordagem terapêutica. Além disso, aplicada corretamente e com consentimento do cliente, permite aceitação da sugestão pela mente subconsciente.

 

Como funciona a hipnose e o que é a hipnoterapia:

Sabendo-se que uma sugestão terapêutica só pode ser recebida por 3 opções (como lido no tópico 2º. Por que utilizar hipnoterapia, entenderemos o que é e como funciona a hipnoterapia:

O que a hipnose faz? Ela ignora o fator crítico da mente consciente – aquele empregado – que estava bloqueando as sugestões. É como atuar no momento em que o fator crítico esteve de folga e dialogar diretamente com a mente subconsciente.

Há, entretanto, muita ignorância sobre o entendimento das pessoas leigas sobre a hipnose. O que é hipnose clínica: a hipnose não é uma técnica que permite que o hipnoterapeuta possa controlar você ou que pode fazer com que você faça qualquer coisa sobre um comando. Não é isso! A natureza não nos deixou tão vulneráveis. Quando ultrapassamos o fator crítico da mente consciente estamos em hipnose. Em estado de hipnose nossos corpos estão tão relaxados e a mente consciente fica ainda mais alerta. Uma vez que o corpo está tranquilo e a mente não precisa direcionar o foco ao corpo, foca-se em estar mais alerta. Em hipnose profunda, fica-se de 200 a 300 vezes mais alerta do que neste momento de leitura. Todos os seus cinco sentidos ficam muito mais acurados do que estão agora. Portanto, quando você está em hipnose, você não está dormindo, você está extremamente alerta, provavelmente mais alerta e com a mente mais clara do que nunca antes. O importante é entender que a mente consciente assume um papel diferente quando você está em hipnose profunda: recebendo uma sugestão, ela vem mais clara, mais alta e muito mais nítida do que no estado convencional, se assim podemos nos exprimir.

Em hipnose, o “guardião dos portões” –  o que chamamos de fator crítico da mente consciente – tem uma decisão a tomar e a sugestão veio mais clara e mais alerta que nunca. Você deve neste momento, e você realmente não tem escolha, fazer uma das quatro decisões abaixo sobre essa sugestão que chegou claramente. Qual decisão você toma, determinará se essa sugestão é permitida para entrar em sua mente subconsciente ou se será rejeitada. Se for permitido entrar, você conseguirá a mudança que veio buscar, se for rejeitado, não haverá mudança. Quais são essas quatro decisões ou escolhas? Após ouvir a sugestão, o primeiro pensamento poderia ser algo assim: “Eu gosto dessa sugestão, eu sei que vai funcionar!” Essa atitude mental no nível consciente permite que a sugestão entre em seu “computador”, dialogue com sua mente subconsciente que aceita a mudança por entender que não precisa proteger você, pois em estado muito alerta, muito mais alerta que convencionalmente, aceitou a sugestão e acreditou em seu funcionamento, ocorrendo então uma nova programação na mente subconsciente. A mudança se instala.

No entanto, infelizmente, ao receber uma sugestão terapêutica, você tem outras três opções:

  • “Eu não sei, esta sugestão parece um pouco incômoda para mim. Isso não me cabe.” -> ás vezes a sugestão é contrária ao seu entendimento sobre o tema ou a forma como gosta de lidar com a questão, justificando tal pensamento. A mudança não dialoga assim com a mente subconsciente e não haverá mudança.
  • “Eu sou neutro sobre isso. Não me importo se funcionará ou não esta sugestão”. -> esta indiferença não vai permitir a mudança requerida.
  • “Eu gosto dessa sugestão. Espero que funcione!” -> este é o maior motivo de insucesso em terapia. As palavras “tentar” e “esperar” e suas conjugações nos impedem de realmente agir para a mudança.

Portanto, a única afirmação que vai proporcionar a mudança é: “Eu gosto dessa sugestão, eu sei que vai funcionar!”. E isso ocorrerá facilmente.

Não há nada como hipnose! Nunca houve e nunca haverá!  TODA a hipnose é auto hipnose. Você, em última análise, não precisa de um terapeuta para entrar em um estado de hipnose profundo sozinho e você certamente não precisa de um terapeuta para lhe dar sugestões de mudanças positivas em qualquer área da sua vida. Você pode fazer isso sozinho. A razão pela qual você está aqui, lendo neste momento, é apenas porque não conhece como fazer isso! Então, ensinamos as pessoas a fazer isso o tempo todo. A terapia é mais educativa do que imaginamos. Pretendemos que o cliente seja autônomo, auto regulador de si. A realidade é que o hipnoterapeuta será um guia ou um facilitador para você. Se você desejar, o hipnoterapeuta facilitará muito e ensinará a se sentir muito relaxado e muito alerta, em hipnose profunda, em um estado sem igual, pleno. Se desejar sair do estado de hipnose profunda, o mais leve pensamento emitido por você o traz de volta ao seu estado normal de consciência. E então, o mais importante de tudo, se você aceitar as sugestões que lhe foram fornecidas com a atitude mental correta mencionada anteriormente, ou seja, ”eu gosto, eu sei que vai funcionar”, você conseguirá a mudança na maneira como você quer. Se você tomar qualquer das outras escolhas, você falhará. Hipnoterapeuta não pode forçar uma sugestão para a sua mente. Somente você pode permitir que isso aconteça. A hipnose é um estado de consentimento por você em 100%. Você deve permitir que as coisas aconteçam.

Qualquer pessoa sem restrições neurológicas ou transtornos psiquiátricos graves (como esquizofrenia) podem entrar em estado hipnótico, e tão rápido quanto um estalar de dedos. Aliás, entramos várias vezes ao dia em processo de hipnose: por exemplo, enquanto dirigimos e nem mesmo sabemos como trocamos a marcha e gerenciamos os pedais do carro. A única coisa que impede que uma pessoa entre clinicamente nesse maravilhoso estado de relaxamento físico e mental é o medo ou equívoco sobre o que a hipnose clínica realmente é. Detalharemos um pouco mais sobre os medos mais comuns e equívocos da hipnose:

Algumas pessoas acreditam que, quando você está na hipnose, está dormindo. Entretanto, sua mente está de trezentos a quatrocentos por cento mais alerta do que você está neste momento e isso não tem nada a ver com o sonho. A hipnose clínica não tem nada a ver com o sono. Algumas pessoas temem que não “acorde” da hipnose. Nunca conhecemos ninguém que “não acorde” da hipnose, por que não é sono. Você só pode acordar se dormir e hipnose não é sono.

O termo correto seria emergir. Sempre que você quiser sair da hipnose clínica, tudo o que você precisa fazer é emitir o menor pensamento de que você não quer mais estar neste estado tranquilo e instantaneamente você assume sua consciência normal.

  • Há também aquele poderoso conceito falso que algumas pessoas leigas dizem que o hipnólogo pode controlar você e assim você fará qualquer coisa que ele queira que você faça. Honestamente, todos os terapeutas gostariam que fosse verdade, porque garantiríamos o seu sucesso fácil da terapia com isso. Mas lembre-se de que você tem quatro opções (atitudes mentais) quando você ouve uma sugestão e que a única que você deve aceitar para ter sucesso terapêutico é: “Eu gosto, eu sei que vai funcionar”. Terapeuta não pode forçar isso, não pode controlar você!
  • Algumas pessoas acreditam no equívoco de que vão contar todos os seus segredos secretos profundos quando estão na hipnose. Todavia, lembrem-se de que em hipnose você está muito mais alerta do que no estado convencional, embora o corpo esteja mais relaxado, e por esta razão, você estará mais no controle de si do que você está agora durante esta leitura.
  • Algumas pessoas dizem: “Aguarde um minuto, espere um pouco, eu entendo o que você está dizendo, mas eu vejo os hipnotizadores em palco na TV e eles atuam parecendo que controlam as pessoas”. Diremos então como a hipnose de palco (que não é hipnoterapia) funciona: há toda uma publicidade e muitas pessoas são interessados ​​para que eles apareçam. As pessoas querem ver espetáculos e muitas delas gostariam de ser voluntários como sujeitos para o hipnotizador do palco. E o hipnotizador pergunta às pessoas durante o espetáculo:” Existe alguém aqui que se voluntariará para subir no palco?” Muitos levantam a mão! Mas esse hipnotizador de palco não necessariamente escolhe todas essas pessoas que levantam a mão. Ele utiliza-se de técnicas para identificar os sujeitos que têm a melhor capacidade de imaginar, uma imaginação maravilhosa e uma capacidade de se concentrar absurda. Essas técnicas incluem testes de mão coladas, etc, etc. O hipnotista está testando o público para descobrir duas coisas muito importantes: quem entra em hipnose profunda com simples estalar de dedos e quem quer divertimento e é desinibido em público. Ou seja, ele escolhe os sujeitos que aceitam a atitude mental “Eu quero e sei que vai funcionar comigo.” Por isso que algumas pessoas o hipnotizador de palco pede que retornem para seus assentos, por que não estão no nível de entrega desejado para aquele entretenimento. A hipnose do palco opera com as mesmas regras que a hipnose clínica e você sempre tem a escolha se deseja ou não essa sugestão. Portanto, não há controle do hipnotista ao sujeito. Há entrega do sujeito ao entretenimento.